Uma festa para nunca mais acabar!

Leveza, união, liberdade, espiritualidade, partilha e sentimento de pertença. Isso foi o que a comunidade paroquial de Aruaru sentiu durante dez dias de festa de seu padroeiro. À primeira vista, algumas pessoas pareciam desconfiadas e duvidosas com relação aos festejos de são João Batista. Houve quem perguntasse se haveria festa esse ano. Imaginar uma festa sem leilão, sem rifão, sem grandes estruturas, sem preocupação com renda, pareceu uma derrota, uma humilhação talvez, na cabeça de quem ainda pensa a Igreja como uma promotora de grandes eventos que imitam em tudo os espetáculos deste mundo. Mas, para quem ouviu a mensagem do Evangelho do Reino e entendeu que "quando somos fracos é que somos fortes" (2Cor 12,10), a festa foi uma grande vitória. A fraternidade venceu a competição, a gratuidade venceu a obrigação, a partilha venceu a ambição, a espiritualidade venceu a preocupação com o lucro financeiro, a alegria venceu a pressão sobre as equipes. 

Alguns disseram nunca ter visto uma festa assim: tão espiritual. Nunca um tema entrou com tanta força no coração do povo. O "lembre-se, você também é Igreja" e o "eu também sou Igreja" se tornaram o grito de autoconsciência eclesial, o grito de pertença à comunidade, o sinal de acolhimento a todos.

A festa foi uma semente plantada. Vamos regar, cuidar, fazê-la crescer e frutificar. E o tempo é agora, o kairós de Deus, a hora da graça, o "tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar". Venham todos, unamos nossas mãos, nossos corações e nossas vozes para proclamar a todo Aruaru que a Igreja somos nós e que todos são bem-vindos aqui.

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